Brincadeiras perigosas: Psicólogo faz alerta a pais ao perceberem mudança de comportamento dos filhos

Publicado em: 30/04/2017 08:04
O psicólogo Rubens Neves orienta a importância do diálogo, do laço familiar e do acompanhamento psicológico, sobre as brincadeiras perigosas, como da “Baleia Azul” (Foto: Viviane Santos/JR)

O psicólogo Rubens Neves orienta a importância do diálogo, do laço familiar e do acompanhamento psicológico, sobre as brincadeiras perigosas, como da “Baleia Azul” (Foto: Viviane Santos/JR)

Segundo o psicólogo Rubens Neves, o jogo “Baleia Azul” é apenas mais uma das inúmeras brincadeiras de tirar a própria vida entre crianças e jovens

Por Carlos Volpi Da redação

Nos últimos dias está sendo frequente nos noticiários e nas publicações nas redes sociais referências ao jogo da “Baleia Azul”. Essa brincadeira é composta por mais de 50 desafios, em que a resolução deve ser atestada por “curadores” dentro de grupos secretos nas redes sociais. No entanto, essa “brincadeira”, pode causar sérios danos físicos e mentais aos adeptos, resultando até mesmo em casos de suicídio.

Com o tema: “O grito do silêncio”, o psicólogo dracenense Rubens Neves aborda o tema suicídio, em palestras nas escolas, associações e igrejas, assunto muito comentado atualmente, principalmente devido ao jogo Baleia Azul e a série 13 Razões, da netflix.

De acordo com o psicólogo, as fases desafiadoras do jogo Baleia Azul, levam a pessoa a tirar a própria vida, ou seja, cometer suicídio.

Ainda segundo Rubens, o suicídio pode ser ocasionado por fatores psicológicos, sociais, ambientais, familiares, culturais e genéricos, e conforme ele, a maioria das pessoas não procura um profissional de saúde mental.

Rubens Neves explica que as doenças como: depressão, transtorno de personalidade (anti-social, borderline com traços de impulsividade, agressividade e frequentes alterações do humor), alcoolismo, esquizofrenia e transtorno mental orgânico estão relacionados ao suicídio.

O jogo Baleia Azul, de acordo com o psicólogo, é apenas mais uma das brincadeiras perigosas existentes, que podem culminar no tirar a própria vida, que fisga pessoas em situação de vulnerabilidade emocional, geralmente, crianças e jovens, assim como o transtorno do borderline, em que a pessoa se corta com lâminas ou facas, para acabar preenchendo o sentimento de vazio.

Rubens Neves cita, também, a brincadeira da escariografia, que é a tatuagem feita por faca ou lâmina, como uma forma de arte no corpo.

De acordo com o psicólogo Rubens, o suicídio vem ocorrendo em uma faixa etária de 15 a 35 anos.

Ele ressalta a importância dos pais perceberem a mudança de comportamento dos filhos em relação às brincadeiras perigosas, estreitarem o laço de convivência, com diálogo franco e também procurarem a ajuda de um profissional da saúde para realizar os procedimentos ao tratamento dos transtornos psicológicos.





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