A Secretaria da Agricultura orienta o produtor a utilizar vacinas refrigeradas entre 2 e 8 graus centígrados (Foto: Divulgação)
A campanha vai até o dia 31 de maio e no estado devem ser vacinados nesta etapa 4,7 milhões de bovídeos (bovinos e bubalinos)
Por Gilmar Pinato Da Redação
A vacinação contra a febre aftosa para bovídeos de zero a 24 meses de idade no estado de São Paulo teve início dia 1º, segunda-feira. Na região do Escritório da Defesa Agropecuária (EDA) de Dracena, composta por 16 municípios, a previsão é serem imunizadas cerca de 150 mil cabeças de animais nesta faixa etária.
A campanha vai até o dia 31 de maio e no estado devem ser vacinados nesta etapa 4,7 milhões de bovídeos (bovinos e bubalinos). O rebanho total paulista é de 11 milhões de cabeças e segundo a Secretaria da Agricultura (SAA), o estado de São Paulo não registra focos da aftosa há 21 anos.
ORIENTAÇÕES - O criador deve observar alguns cuidados para garantir uma boa vacinação: adquirir vacina somente em estabelecimentos cadastrados pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA). A legislação proíbe o uso de vacinas contra a febre aftosa adquiridas em etapas de vacinações anteriores.
A vacina deve ser mantida refrigerada, entre 2 e 8 graus centígrados, tanto no transporte como no armazenamento, usando para isso uma caixa de isopor, com no mínimo dois terços de seu volume em gelo. A vacina não deve ser congelada.
Escolher o horário mais fresco do dia para realizar a vacinação, vacinar de preferência no terço médio do pescoço (tábua do pescoço). Independente da idade, a dose é de 5 ml de vacina.
A CDA recomenda ainda Usar seringas e agulhas higienizadas, sem uso de produtos químicos (nem álcool, nem cloro), substituir a agulha com frequência para evitar infecções, manter os frascos da vacina resfriados durante a operação e classificar os animais por idade (era) e sexo, para evitar acidentes durante a vacinação;
DECLARAÇÃO - O criador tem até o dia 7 de junho, quarta-feira, para comunicar a vacinação ao órgão oficial de Defesa Agropecuária, ou através do sistema informatizado Gedave.
A vacinação contra a febre aftosa é obrigatória. O criador que não vacinar ou não comunicar a vacinação à Defesa Agropecuária sofrerá as seguintes penalidades: multa de 5 Ufesps, ou seja R$ 125,35 por cabeça por deixar de vacinar e 3 Ufesps, ou seja R$ 75,21 por cabeça por deixar de comunicar a vacinação. O valor de cada Ufesp ( Unidade Fiscal do Estado de São Paulo) vale R$ 25,07.
BRUCELOSE-Além da aftosa, o produtor também deve vacinar as fêmeas do rebanho na faixa etária de três a oito meses de idade contra a brucelose. Os prazos são os mesmos para a aftosa, tanto da vacina como da entrega das declarações e as multas nos casos de não declarar ou deixar de vacinar.
O EDA de Dracena, orienta o produtor para não deixar a vacinação na última hora para evitar eventuais problemas. (Com informações da SAA)